03/05/2006

no name

Poema sem nome

 

Não hà poema que nasça

nem terra que diga não

não hà flores nesta praça

onde eu vendo esta canção

 

Não hà historia tão triste

nem rosas amor nem amor

Não hà homem que resista

à tentaçao desta dor

 

Porque em terras de terra, amor

em ventos de calma côr

em homens do mar maior

aprisionados na dôr

em guerras de terra flôr

em mares de velas sem dôr

privados de vento amor

 

Porque em sete luas de vidro

sete historias de tecido

sete mares sete ilusões

em céus de verde calor

sem sete dias de vento

sete canções de lamento

sete promessas de amor

disse longe longe longe

sete esperanças em meus dedos

 

Havia um país filamento

de lentos mugidos de dor

fugindo nas asas do vento

em busca de terras flôr

 

 

Negage, 10/1970

10:03 Écrit par Joz | Lien permanent | Commentaires (0) |  Facebook |

Les commentaires sont fermés.